25 de fevereiro de 2007
PRO'TESTO CAPILAR
Tem vindo claramente a perder força, e o que é pior, credibilidade, tornando-se ela própria um
"quiosque" de vendas, de quem os próprios associados se queixam. Aliás, naqueles presentes gratuitos que mandam junto com a sobrescrição inicial da ProTeste, vinha um que não tinha legendas ou a informação traduzida em Português...
Há que expulsar os "vendilhões" do templo da defesa dos consumidores, já que os Poortugueses, como no resto, são os mais e os menos: mais impotentes para alterar as injustiças; e os que menos direitos vêem assegurados.
Resta saber se a DECO não faz mais, porque não pode, ou não quer; porque causas há muitas, e vir a público lançar um "estudo" que "revela" que os Bancos não cumprem a lei e gozam com os clientes, quais TVRABO, não é propriamente nem novidade, nem eficiência - é tropeçar na própria barba, em vez de cortá-la.
11 de fevereiro de 2007
DisLEXia
De facto, alguém devia tirar a venda à Justiça, pois toda a gente que já tentou comer sopa de olhos fechados, sabe o quão difícil é acertar no alvo, e que o mais provável é fazer uma grande nódoa.
"Fazer bem, sem olhar a quem" deveria ser a divisa da Justiça, que se perde e enrola na sua própria complexidade, pretensiosismo e formalismo, esquecendo e invalidando a simplicidade da verdadeira justiça, a Salomónica, a que de facto corrige os desmandos, as injustiças, castiga os prevaricadores e eficazmente protege as vítimas.Se hoje um "acusado" tiver todas as provas contra si, ainda que não haja a menor dúvida de que cometeu o crime, pode sair em liberdade e não sofrer qualquer punição, se:
a) tiver dinheiro (vide alínea "b");
b) tiver um "bom" advogado, que saiba usar a justiça contra ela própria (o chamado "loophole");
c) fugir calmamente, ainda que não tenha a alínea "a";
d) todas as de cima.
Tudo bem que existam direitos dos acusados. Muitos podemmesmo ser inocentes. Tudo mal, que, perante a lei, uma pessoa saia em liberdade, "inocente" havendo provas em contrário - apenas por" tecnicalidades"! Depois, tanto vale um testemunho, como o outro, é palavra contra palavra, etc. - mas muitas vezes basta ver qual é a parte lesada para se apurar o responsável e a vítima, mas a lei não é para essas coisas, pelos vistos - a não ser que se tenha a alínea "a" no bolso.
Bem, mas divago. O "tiro no pé" de que falei atrás, prende-se (boa escolha de palavras) com a suspensão aplicada a uns poucos magistrados por expressarem as suas opiniões "incómodas", para alguém ou alguns. Um em especial, do Barreiro, foi acusado de alegadamente ter utilizado linguagem "obscena" e "incorrecta", num Blog e num Jornal para onde escreve - e assina o seu nome, com muita coragem.
A decisão do CSM gerou uma onda de solidariedade para com o magistrado- agora-"acusado" (ou acossado). De facto, seja ou não o (ou um dos) post em causa, não me parece - como a todos os que lêem o que o magistrado escreve - que haja qualquer linguagem menos correcta ou assuntos "taboo"... antes encontro em muitos comentários, assinados e/ou sob pseudónimo, expressões como: "censura", "vergonha", "perseguição", "Estado Novo", "liberdade de expressão", etc.
Ainda há pouco, quando tentei, não consegui aceder aos blogs em questão; mas aparentemente, esta tudo normalizado e reparei que o Dr. Fráguas, ainda que suspenso, o magistrado continua a escrever no blog, como habitualmente - afinal, podem suspender o homem, mas não as ideias.
20 de janeiro de 2007
Centro De-formação
No entanto, curiosamente, não consigo pegar nos factos que possuo em primeiríssima mão, e dizer umas verdades - porque, seja qual for o ângulo que procure, este relato parece-me sempre deprimente e sombrio.
No fundo, o Centro não é mais do que o reflexo da (des)organização pública estatal que o gere.
Não passa de um tapete gigante, para debaixo do qual são varridos todos os alunos problemáticos, os inadaptados e os marginais. Há ainda espaço para os desempregados que não cabem em mais lugar algum, ou para aqueles que não têm escolha, e são forcados a lá ir parar. Os piores exemplos nem vêm dos Formandos - nem mesmo dos cadastrados; mas sim do topo, dos quadros, do pessoal, daqueles que deveriam ser responsáveis pelo Centro, e responsáveis pelo seu próprio comportamento – pouco digno, pouco profissional, pouco brioso.
Felizmente, esta semana saiu a notícia de que estávamos todos à espera: O Governo prepara medidas para tornar possível despedir na Função Pública - esse "Estado" dentro deste outro Estado, com o seu código próprio, calendário próprio, e fuso horário próprio. Felizmente, a partir daqui, não mais vão poder recusar fazer o seu trabalho; não mais vão ser inimputáveis; não mais, ou muito raramente, vão desconhecer o significado da palavra "profissional"; não mais, ou muito raramente, vão poder esconder o trabalho na gaveta, adiar, procrastinar, divagar, e mesmo de-va-gar, irá, com muita fé em S.Sócrates, acelerar para simplex-se-não -cumprirem-os-objectivos-rua-desemprego e-Centro de Formação de Setúbal-com-eles!
E o que os espera, meus amigos, é um pardieiro, onde as salas não tem aquecimento no Inverno e abrasam no verão; onde as casas de banho são impróprias para baratas; onde as salas, os computadores, as cadeiras, etc. são manifestamente carecidas; onde alunos inadvertidos podem disparar, acidentalmente, extintores; onde certos "formandos" estão à vontade para terem comportamentos anti-sociais sem receio das consequências, porque a direcção pusilânime, só é actuante quando não sente perigo, não dá muito trabalho, ou para amesquinhar os poucos que tentam trabalhar; onde a fila para o almoço chega a demorar 30 minutos e vai do refeitório à porta da rua, porque os formandos são forçados a ir comer, praticamente, à mesma hora; onde toda a população do centro é “convidada”, compulsivamente, a comparecer na Festa de Natal do Centro, que por sinal se realizou num recinto fechado com capacidade para apenas metade (ou menos de metade) das pessoas presentes; onde o director é nomeado politicamente, mudado a cada governo, logo sem vontade ou sem capacidade para zelar por algo mais do que o seu tachinho – afinal, ele também é funcionário público.
Ps - Nem tudo é mau no CFS - há mesmo uma caso surpreendente de eficiência e de organização; um exemplo de competência e um oásis de gestão enérgica que merece uma ressalva especial – um louvor e uma salva de palmas para a gerente do Bar e do Refeitório! Bem-haja, pelas suas capacidades, e pelas sobremesas que guardava!
19 de janeiro de 2007
Aborto Legal
A lei que condena um pai, adoptivo só de circunstância, a uma pena por Rapto, quando não existe nem crime nem intenção, é, além de um atentado, um verdadeiro aborto.
13 de janeiro de 2007
Goa Penteate Ma-Cakes & Eat Cake-king
O Sr. Presidente, figura-mor do Estado, foi a Goa – jóia do Império da Índia Portuguesa por mais de 400 anos - e falou em Inglês, para todos perceber-mos o representante que temos – quando não enche a boca de bolo-rei, desenferruja o seu Inglês das docas de belém.
Este grande apreciador da doçaria de natal nacional, não nutre o mesmo desvelo pelo idioma que é o seu e o de todos nós, incluindo de alguns Goeses, que por certo estariam à espera de ouvir a lingua dos ex-colonisadores novamente, ao mais alto nível (porque o algarvio é alto).
Não tendo assim o seu alto patrocínio, a
língua portuguesa levou, literalmente, mais um pontapé.
Por falar em pontapés, o que vale, segundo algumas noticias, é que os Goeses preferiam antes ter a visita do Presidente do FCP, do que a do PR…
É por estas e por outras, que é preferível ter um balbuciante D.Duarte de Bragança como representante do Estado e da Nação, em vez de mais um reformado da política, verdadeira caricatura, bolo-sem-rei e sem graça.
8 de janeiro de 2007
Sem Brilho nem Brio
Mas o que é que se passa com este país, com esta gente???
Está tudo morto e enterrado? Ninguém reage, ninguém diz "basta"!?
Só o futebol é que arranca sinais de vida aos Portugueses, quanto ao mais deixam-se espoliar e humilhar??!!
Não vêem que são tratados como bastardos, bestas e estrangeiros no próprio país!?!
Permitem tudo e mais alguma afronta, estes miseráveis aos outros míseros!!! E ainda acreditam e confiam, e fazem sacrifícios, para a corja do poleiro engordar ainda mais e lhes kagar em cima...
Eu ao menos conspiro, tento agitar as massas, dar-lhes um objectivo, já que esta gente e este país navega sem rumo, sem brio nem orgulho.
Já que perdemos na final do Euro2004, ao menos agora não nos deixemos ficar atrás da Grécia outra vez, Karamba!
Pensando bem, pelo andamento, o melhor é tentarmos nao ser ultrapassados pela Roménia...
9 de dezembro de 2006
Resposta in Grandes Portugueses
"Caro Sr. Luso/EspanholDevo dizer que o seu comentário foi a primeira coisa com que me deparei ao aceder ao forum do site do programa, o que confesso francamente foi um maravilhoso engano. As discussões que se geraram em torno da figura de Salazar foram deveras um deleite hilariante para a minha tarde mal humorada. Parece-me que o senhor fala em origens, das nossas origens castelhanhas presumo e do tormento em que todos nós entrámos desde que delas nos afastámos, mas lembrar-se-á certamente, se recuar um pouco no tempo, de outras ``origens`` mais remotas que por cá passaram, dominaram, ficaram e foram progressivamente escorraçadas: ora mouros, visigodos, romanos ou cartagineses todos por cá se passearam e misturaram alegremente. O que não somos pois nós e os espanhóis senão uma fusão de todas essas gentes interessantes e outras mais. Um outro ponto do seu discursos prende-se com os célebres Descobrimentos e com o Sr.Camões. Em relação aos primeiros afirma que nao passaram de actos de pirataria. Em parte tem razão. Conquistar terras que não nos pertencem e tentar pela força transformar e converter o seu povo em algo que não é (quer sejam mouros ou povos de outras terras africanas ou ainda de outros continentes) não é algo de que me orgulhe. Mas não podemos olhar para os Descobrimentos somente através das terras que os seus intervenientes e impulsionadores conquistaram. Há que olhar para a coragem, para a iniciativa, para o imenso espirito que os portugueses da altura revelaram ao empreender em tal demanda, rasgando e abrindo caminho por mares e terras desconhecidas, desenhando um mundo novo através dos imensos progressos técnicos a nivel da navegação e da cartografia que possuiam na época. E isso sim já é motivo do meu orgulho. Além do mais não nos devemos esquecer que os nossos vizinhos espanhóis de quem fala com tanta exaltação, seguindo os mesmos passos dos portugueses, desbravaram, conquistaram e pilharam. É graças a eles que a história da civilização azteca não teve mais longa duração. Mas lá chegaremos. Quanto a Camões e se era aio, dormiu com a rainha ou não isso a mim sinceramente não me diz nada. Por mim meu caro sr. ele até poderia ter dormido com a corte inteira e lá por ter morrido miserável como um escravo isso não lhe retira a sua genialidade. Também Sócrates morreu envenenado e condenado pelos seus e não significa que fosse culpado. A maioria dos génios só o é depois de morto. E é então diz o senhor, nesta altura, é agora precisamente quando o país precisa mais de nós que nos deveremos virar para as nossas verdadeiras ``origens`` e abraçar-mos a nossa nacionalidade espanhola. Porque Espanha é um país com futuro. E se não fosse meu caro senhor? E se fosse ao contrário? Faria o mesmo discurso exaltado e ``patriótico``, falaria com tanto desvelo e com tanto amor dos feitos espanhóis escarnecendo dos nossos? Será que faria? É verdade, tem razão quando diz que o chico-espertismo abunda dentro das nossas fronteiras, é verdade que a corrupção transborda entre os nossos. Mas também é verdade que o que eu vejo é um Portugal impávido e sereno á espera da invasão dos espanhóis, queixando-se da mediocridade do nosso povo e dos nosso governantes. E é assim que eu também o vejo meu senhor. Impávido, sereno e medíocre. Porque esse que escolhe é o caminho mais fácil, é esperar que os outros venham e tomem conta de nós porque nós não nos conseguimos levantar sozinhos. E se subitamente uma terrível crise se abater sobre o território espanhol? Aí quais serão as nossas origens? Inglesas, finlandesas, tibetanas? Para quê lutar se temos quem lute por nós?Se os que vos governam sao corruptos entao não os coroem! Se estão descontentes então manifestem-se,unam-se, lutem! A história de um país e de uma nação minhas gentes não se faz só de glórias e de luminosidade. A história de um país e de uma nação faz-se também de guerras, de lutas, de insatisfação, de dores e de sofrimentos. E se as vergonhas se sobrepõem aos orgulhos é mais uma razao para lutar-mos por eles, por serem tão raros, tão desconhecidos e tão distantes. É mais uma razão para lutar-mos por aquilo que somos, pela nossa identidade e por toda a liberdade de espírito que algum dia possamos atingir. Peço desculpa a todos aqueles que lerem este texto pelos possíveis erros ortográficos. A arte dos acentos principalmente, é coisa que não domino. "
Esclarecidíssimo comentário, em jeito de resposta, de Isa PX, 14-10-2006
(e acabei de ter um DéJavu...)
7 de junho de 2006
Wombat Aos Fogos

Antes de mais, não há nenhuma gralha no título – um Wombat (Vombatus ursinus), para quem não conhece, é um marsupial Australiano que nao se parece com nada, embora se possa dizer que lembra vagamente um urso anão (vide abaixo).
E só entra nesta estória como chamariz dos incautos, porque este post trata mesmo é do tema sazonal dos fogos (os intencionais) e dos incêndios (os acidentais ou “naturais”)[1].
Ao mesmo tempo, o Wombat não foi escolhido ao acaso – tem uma ligação, ainda que ténue, ao tema dos incêndios, porque é nativo do mesmo país donde provem a espécie que cobre grande parte de Portugal, do litoral ao interior, de sul a norte – o Eucalipto.
Ora, quando vejo na TV “florestas” a arder - todos os anos, todos os Verões - o que registo é as imagens de imensos eucaliptais a ondular sob as chamas e o aspecto patético dos troncos que restam no fim, carbonizados, num mar cinza a perder de vista.
Visto isto, acho anedótico que se fale em perder as nossas “florestas” quando o que existe, desde o século passado, são obviamente plantações, mais ou menos extensas, de eucaliptais.
Essa espécie excêntrica , para além do reconhecido crescimento rápido, não traz vantagem alguma aos ecossistemas nacionais – e, digo-o com convicção – a monocultura desta espécie, está quer na origem criminosa, quer no desfecho dramático dos sucessivos fogos florestais que assolam o nosso verão Australiano… só faltam os Kangaroos e os Wombats… e os Cockaburras e os Ornotorrincos, e mais fauna de aspecto extra-terrestre que vive nos antípodas…
[1] Não há nada de científico nessa classificação – serve somente o efeito prático de distinguir as origens dos fogos.
2 de abril de 2006
Da equipa que produziu e levou até si este programa…
Os Portugueses, na generalidade, não lêem; estão pouco informados ou são oficialmente desinformados.
No entanto, surgiu à tempos, a falsa questão da longa duração dos noticiários em Portugal; – caros amigos telespectadores, desde que se trate de verdadeira Informação, e não se confunda actualidade com banalidades, e com autopromocao de novelas ou outros interesses da estação, tudo bem.
Quem compara a duração dos noticiários Portugueses com os da maioria dos países desenvolvidos da Europa, esquece que a informação nesses países é essencialmente local e nacional – pouco se ocupando do que vai por outras partes do globo mais periféricas, a não ser em caso de catástrofe.
Daí, que, em comparação com o quasi-iletrado Português, muito estrangeiro vive num desconhecimento praticamente medieval de outros povos e culturas…



