Ainda que custe a muita gente reconhece-lo, por lhes custar o emprego e as mordomias que têm, existem várias profissões na sociedade humana que só são necessárias àqueles que as exploram. A sua função primordial é manter a complexidade artificial das sociedades ocidentais.
A razão da sua criação pode até ter sido legítima e imprescindível, no passado bárbaro; mas hoje, na era da informatação (informática + informação), são anacronismos que se perpetuam por ilusão e por tradição - e porque somos todos educados a aceitar esses lastros inúteis, desde cedo. Curiosamente, estes profissionais do nada, ao contrário do que seria de esperar, são dos que mais condições de trabalho têm, dos que mais ganham e os de maior status, em contradição com o resto dos cidadãos que realmente se esforçam e que raramente vêem o seu mérito ser reconhecido.
"Falo-vos" pois dos mais inúteis dos burocratas, os políticos. Outrora, anciãos que se ocupavam dos assuntos públicos nas horas vagas, ou mais tarde os poucos escolásticos e literatos que existiam nas redondezas iam dirigindo ou ajudando a gerir a res pública; hoje, engenheiros com diploma ou não, advogados, arquitectos ou electricistas com busca-pólos, não têm mais habilitações nem são mais qualificados que outros doutorados, licenciados ou técnicos de 2ª classe fora da sua área.
Estes profissionais da política, quando no poder, além de trazerem outros como eles, sem necessidade de CV ou entrevista, também subalugam cargos a outros - estes sim, chamados especialistas, formados e treinados nas áreas para que são nomeados, vão realmente fazer o trabalho; os primeiros limitam-se a "gerir", ainda que sejam tão gestores como qualquer um de nós, ou menos...
Pelo menos podiam ser honestos; e já que lá estão, por beneplácido dos muitos que ainda "delegam", inconscientemente, responsabilidades em pessoas não-preparadas, não-especializadas e não-competentes, na maioria dos casos, podiam perfeitamente ter algum zelo, brio e consideração pelo país, já que pela população mostram ter poucos escrúpulos. A haver alguém a conduzir os destinos de
um país, que sejam ao menos os cientistas, que estão habituados a seguir um método, a comparar resultados e a discutir com fórmulas matemáticas.
Quanto aos políticos e às ideologias, podem aprender com o exemplo de Al Gore: tornem-se úteis, ajudem a ciência. Entre políticos corruptos e militaristas e cientistas loucos, voto nos últimos... ao fim e ao cabo, os homens da scientia procuram a verdade, seja ela qual for, enquanto os políticos, sejam eles quais forem, raramente são verdadeiros...
28 de abril de 2007
Ciência ao Poder
1 de abril de 2007
Dia dos Melgas
Apesar de ser "Dia das Mentiras", o que se segue é tristemente sério. Ao mesmo tempo, calha bem, porque este dia também se poderia chamar "dia dos políticos", dada essa ser a ferramenta que mais usam, na sua actividade diária (vide ilustração).Se há coisa que me faz rugir de indignação (vide ilustração), essa coisa é o malbaratar perdulário dos recursos do país, em especial daqueles que são recolhidos a custo de todos nós, através da carga fiscal.
A única explicação para a aparente serenidade com que os Poortugueses recebem notícias gravíssimas como "Tribunal de Contas dá puxão de orelhas aos 3 últimos governos" - dinheiro esbanjado dava para construir 4 AerOtas, etc., a única explicação (para além de haver muita gente a comer do mesmo bolo), é mesmo estas notícias não o serem, pois não é novidade nenhuma que por "controle de contas" quer-se dizer, afinal, controlar apenas as finanças dos contribuintes, de modo a que a clientela política possa presentear-se principescamente com o sacrifício da plebe. Quem disse que o Feudalismo desapareceu? De tal forma o servilismo está integrado na sociedade Portuguesa, que a maioria das pessoas não é capaz de questionar, e mais importante ainda, responsabilizar aqueles que têm como missão servir o país e o povo (vide ilustração)!!! Mas o complexo de inferioridade, de deferência ao "Sr. Doutor" e do Caciquismo, condiciona de tal forma a mentalidade da população (vide...etc.), que pouco mais se arrisca que um tímido "puxar de orelhas"... no mínimo, os (ir)responsáveis por irem contra, não só as normas mas também a moral do "serviço público", merecem, pelo menos, ficar sem as orelhas, à boa maneira medieval, assim como aos ladrões eram-lhes amputadas as mãos que cometiam o latrocínio.
O que isto quer dizer, algo gráficamente, é que "admoestar" apenas, não chega. As condutas que lesam propositadamente o Erário Público têm que ser responsabilizadas e penalizadas - e obrigadas à devolução das somas!!! Quem têm cargos de responsabilidade, não é só para recolher pensões, ordenados e outras regalias - deve prestar contas, até ao último cêntimo, de todo o dinheiro que movimenta em nome do "cargo", sendo responsável por devolver, a seu próprio custo, todo o dinheiro que tenha sido mal gasto e que não seja justificável. É inaceitável? Basta apenas alguma lógica económica doméstica, responsabilidade e honestidade. De certeza que existem muitos Portugueses qualificados, a receber neste momento menos de mil Euros por mês, dispostos a aceitar um cargozinho, a bem da nação...
27 de março de 2007
Manifesto Anti-Otas
Este Sr. Ministro, ao melhor estilo do Servidor Público que coloca sempre o que é melhor para o país em primeiro lugar, como um jumento, lá vai atrás da cenoura, ainda que para o precipício financeiro e ambiental.
O Governo, que parecia querer caminhar para o controle e a emenda dos erros das contas do passado, relapsou e mais uma vez o Manual do Bom Gestor fica a ganhar pó, assim como as alternativas da Margem Sul.
Fica provado, que, desse Manual, o único capitulo que interessa ao Governo, é como manter a engrenagem mecânica da recolha de impostos bem oleada e cada vez mais voraz... o que fazer com essa recém-aperfeiçoada fonte de receita, inesperadamente mais volumosa do que se previa? “Hum, já sei, vamos esbanjar tudo e fazer um Aeroporto para justificar os fundos que irão, curiosamente, levantar voo e aterrar em contas, terrenos, moradias e mãos privadas”. É muito fácil ser-se estupidificantemente corrupto quando pessoalmente, ou colectivamente, não se é responsabilizado.
20 de março de 2007
ALLGRUNHOS
Mais um exemplo de "grunhismo" retrógada, promovido por velhos do Restelo que ainda populam este país; neste caso, mais exactamente no reino dos Algarves - eis uma falsa polémica, criada por causa de uma inofensiva campanha promocional, logo aproveitada por alguma comunicação social mais boçal - tudo isto é triste, tudo isto é ALLGARVE... pelos vistos, ainda restam alguns mouros que falta expulsar, para acabar com a tacanhez neste país, ALL... RIGHT?!
3 de março de 2007
Fundamentagismo
Muitas vezes - ou seja, sempre que se fala de controlar o Tabagismo selvático, medida com qual, até os fumadores mais conscienciosos concordam - vêm sempre a público uns fundamentagistas catarrentos tentar soprar o seu fumo nocivo nos olhos das pessoas, acusando de "fundamentalismo" aqueles que tentam devolver os espaços comuns a todos os cidadãos e não só aos amigos da nicotina. Ainda há dias, vi um sujeito na TV que me lembrou um daqueles extremistas muçulmanos exaltados, vociferando negativamente contra todas as medidas que se vão tomar - tardiamente, acrescente-se - com a aprovação da nova legislação que limita o fumo nos locais públicos.Pessoalmente, salvo nos Restaurantes (por óbvias razões de alimentação e de prazer da refeição), não me faz muita diferença que se fume ou não nos locais de diversão nocturna, pois simplesmente deixei de os frequentar há muito tempo, e sem dúvida que o tabagismo alheio muito contribuiu para isso. Não me interessa voltar, mesmo que os locais estejam "limpos" de tabaco; já outras pessoas podem ser de opinião diferente. Há que arranjar espaço para todos, ainda que a clientela habitual, o "público alvo" dos estabelecimentos de diversão noturna, em regra, não procura experiências salutares - ou em vez de álcool, ingeriam shots de leitinho de soja, ou cházinhos de erva cidreira, em vez de Cannabis.
Está aparentemente, a chegar a hora do lobby do Tabaco ver os seus interesses esfumarem-se, pelo menos da maneira como era hábito, até aqui.
O que é verdade, aceite-se ou não, é que o fumo é nocivo e os fumadores, grosso modo, são insensíveis não só ao mal que provocam a si próprios, mas muito mais em relação às múltiplas penalizações que infligem aos não-fumadores. Estes últimos (70% da pop. Portuguesa, segundo dados oficiais), as verdadeiras vítimas, sofrem, além do venenoso fumo passivo, a arrogância de muitos fumadores que invadem com o seu fumo o seu espaço, e asfixiam os seu direitos e a sua liberdade - as primeiras coisas que os fumadores reclamam, quando a lei os vem APENAS obrigar a mudar de hábitos - fumar sim senhor, se quiserem podem intoxicar-se, mas façam-no por favor, onde não incomodem os que optam pelo DIREITO de NÃO fumar.
Se, como alguns fumadores à antiga que conheço, tivessem a iniciativa magnânima de não fumar em espaços fechados, não fumar em frente de crianças, grávidas e outras pessoas, e de ter consciência absoluta do acto que estão a tomar, não seria preciso uma lei, excessiva ou não, tardia com certeza, para vir endireitar o que outros países mais avançados já há muito corrigiram.
25 de fevereiro de 2007
PRO'TESTO CAPILAR
Tem vindo claramente a perder força, e o que é pior, credibilidade, tornando-se ela própria um
"quiosque" de vendas, de quem os próprios associados se queixam. Aliás, naqueles presentes gratuitos que mandam junto com a sobrescrição inicial da ProTeste, vinha um que não tinha legendas ou a informação traduzida em Português...
Há que expulsar os "vendilhões" do templo da defesa dos consumidores, já que os Poortugueses, como no resto, são os mais e os menos: mais impotentes para alterar as injustiças; e os que menos direitos vêem assegurados.
Resta saber se a DECO não faz mais, porque não pode, ou não quer; porque causas há muitas, e vir a público lançar um "estudo" que "revela" que os Bancos não cumprem a lei e gozam com os clientes, quais TVRABO, não é propriamente nem novidade, nem eficiência - é tropeçar na própria barba, em vez de cortá-la.
11 de fevereiro de 2007
DisLEXia
De facto, alguém devia tirar a venda à Justiça, pois toda a gente que já tentou comer sopa de olhos fechados, sabe o quão difícil é acertar no alvo, e que o mais provável é fazer uma grande nódoa.
"Fazer bem, sem olhar a quem" deveria ser a divisa da Justiça, que se perde e enrola na sua própria complexidade, pretensiosismo e formalismo, esquecendo e invalidando a simplicidade da verdadeira justiça, a Salomónica, a que de facto corrige os desmandos, as injustiças, castiga os prevaricadores e eficazmente protege as vítimas.Se hoje um "acusado" tiver todas as provas contra si, ainda que não haja a menor dúvida de que cometeu o crime, pode sair em liberdade e não sofrer qualquer punição, se:
a) tiver dinheiro (vide alínea "b");
b) tiver um "bom" advogado, que saiba usar a justiça contra ela própria (o chamado "loophole");
c) fugir calmamente, ainda que não tenha a alínea "a";
d) todas as de cima.
Tudo bem que existam direitos dos acusados. Muitos podemmesmo ser inocentes. Tudo mal, que, perante a lei, uma pessoa saia em liberdade, "inocente" havendo provas em contrário - apenas por" tecnicalidades"! Depois, tanto vale um testemunho, como o outro, é palavra contra palavra, etc. - mas muitas vezes basta ver qual é a parte lesada para se apurar o responsável e a vítima, mas a lei não é para essas coisas, pelos vistos - a não ser que se tenha a alínea "a" no bolso.
Bem, mas divago. O "tiro no pé" de que falei atrás, prende-se (boa escolha de palavras) com a suspensão aplicada a uns poucos magistrados por expressarem as suas opiniões "incómodas", para alguém ou alguns. Um em especial, do Barreiro, foi acusado de alegadamente ter utilizado linguagem "obscena" e "incorrecta", num Blog e num Jornal para onde escreve - e assina o seu nome, com muita coragem.
A decisão do CSM gerou uma onda de solidariedade para com o magistrado- agora-"acusado" (ou acossado). De facto, seja ou não o (ou um dos) post em causa, não me parece - como a todos os que lêem o que o magistrado escreve - que haja qualquer linguagem menos correcta ou assuntos "taboo"... antes encontro em muitos comentários, assinados e/ou sob pseudónimo, expressões como: "censura", "vergonha", "perseguição", "Estado Novo", "liberdade de expressão", etc.
Ainda há pouco, quando tentei, não consegui aceder aos blogs em questão; mas aparentemente, esta tudo normalizado e reparei que o Dr. Fráguas, ainda que suspenso, o magistrado continua a escrever no blog, como habitualmente - afinal, podem suspender o homem, mas não as ideias.
20 de janeiro de 2007
Centro De-formação
No entanto, curiosamente, não consigo pegar nos factos que possuo em primeiríssima mão, e dizer umas verdades - porque, seja qual for o ângulo que procure, este relato parece-me sempre deprimente e sombrio.
No fundo, o Centro não é mais do que o reflexo da (des)organização pública estatal que o gere.
Não passa de um tapete gigante, para debaixo do qual são varridos todos os alunos problemáticos, os inadaptados e os marginais. Há ainda espaço para os desempregados que não cabem em mais lugar algum, ou para aqueles que não têm escolha, e são forcados a lá ir parar. Os piores exemplos nem vêm dos Formandos - nem mesmo dos cadastrados; mas sim do topo, dos quadros, do pessoal, daqueles que deveriam ser responsáveis pelo Centro, e responsáveis pelo seu próprio comportamento – pouco digno, pouco profissional, pouco brioso.
Felizmente, esta semana saiu a notícia de que estávamos todos à espera: O Governo prepara medidas para tornar possível despedir na Função Pública - esse "Estado" dentro deste outro Estado, com o seu código próprio, calendário próprio, e fuso horário próprio. Felizmente, a partir daqui, não mais vão poder recusar fazer o seu trabalho; não mais vão ser inimputáveis; não mais, ou muito raramente, vão desconhecer o significado da palavra "profissional"; não mais, ou muito raramente, vão poder esconder o trabalho na gaveta, adiar, procrastinar, divagar, e mesmo de-va-gar, irá, com muita fé em S.Sócrates, acelerar para simplex-se-não -cumprirem-os-objectivos-rua-desemprego e-Centro de Formação de Setúbal-com-eles!
E o que os espera, meus amigos, é um pardieiro, onde as salas não tem aquecimento no Inverno e abrasam no verão; onde as casas de banho são impróprias para baratas; onde as salas, os computadores, as cadeiras, etc. são manifestamente carecidas; onde alunos inadvertidos podem disparar, acidentalmente, extintores; onde certos "formandos" estão à vontade para terem comportamentos anti-sociais sem receio das consequências, porque a direcção pusilânime, só é actuante quando não sente perigo, não dá muito trabalho, ou para amesquinhar os poucos que tentam trabalhar; onde a fila para o almoço chega a demorar 30 minutos e vai do refeitório à porta da rua, porque os formandos são forçados a ir comer, praticamente, à mesma hora; onde toda a população do centro é “convidada”, compulsivamente, a comparecer na Festa de Natal do Centro, que por sinal se realizou num recinto fechado com capacidade para apenas metade (ou menos de metade) das pessoas presentes; onde o director é nomeado politicamente, mudado a cada governo, logo sem vontade ou sem capacidade para zelar por algo mais do que o seu tachinho – afinal, ele também é funcionário público.
Ps - Nem tudo é mau no CFS - há mesmo uma caso surpreendente de eficiência e de organização; um exemplo de competência e um oásis de gestão enérgica que merece uma ressalva especial – um louvor e uma salva de palmas para a gerente do Bar e do Refeitório! Bem-haja, pelas suas capacidades, e pelas sobremesas que guardava!
19 de janeiro de 2007
Aborto Legal
A lei que condena um pai, adoptivo só de circunstância, a uma pena por Rapto, quando não existe nem crime nem intenção, é, além de um atentado, um verdadeiro aborto.
13 de janeiro de 2007
Goa Penteate Ma-Cakes & Eat Cake-king
O Sr. Presidente, figura-mor do Estado, foi a Goa – jóia do Império da Índia Portuguesa por mais de 400 anos - e falou em Inglês, para todos perceber-mos o representante que temos – quando não enche a boca de bolo-rei, desenferruja o seu Inglês das docas de belém.
Este grande apreciador da doçaria de natal nacional, não nutre o mesmo desvelo pelo idioma que é o seu e o de todos nós, incluindo de alguns Goeses, que por certo estariam à espera de ouvir a lingua dos ex-colonisadores novamente, ao mais alto nível (porque o algarvio é alto).
Não tendo assim o seu alto patrocínio, a
língua portuguesa levou, literalmente, mais um pontapé.
Por falar em pontapés, o que vale, segundo algumas noticias, é que os Goeses preferiam antes ter a visita do Presidente do FCP, do que a do PR…
É por estas e por outras, que é preferível ter um balbuciante D.Duarte de Bragança como representante do Estado e da Nação, em vez de mais um reformado da política, verdadeira caricatura, bolo-sem-rei e sem graça.

