29 de janeiro de 2009

FREEPORTGATE

D. Carlos I foi assassinado por tentar modernizar o país e afastar os corruptos.
O primeiro detective da PJ a tentar investigar as suspeitas sobre o "Caso Freeport" levou com um processo judicial e foi condenado; o mesmo ia acontecendo ao autarca de Alcochete que primeiro questionou as alegadas irregularidades e transmitiu as suas reservas ao detective.

Não fossem os Ingleses, e o silêncio dos últimos 4 anos permaneceria incólume.
Ainda assim, com o histórico de impunidade e o incipiente nível de esclarecimento sobre casos suspeitos de corrupção que existe em Portugal, as probabilidades desta investigação ir até ao fim e de alguém ser responsabilizado, se o tiver de ser, são pequenas.

Triste país cujo povo tudo permite. Já se havia visto em 1908...

Ps - Graças à inauguração do Freeport, assisti, como muitos outros, sem pagar um cêntimo, à actuação ao vivo de Tom Jones (ainda presenciei o fecho da actuação anterior, a cargo dos GNR - a banda de Rui Reininho, não as autoridades, embora nunca é tarde...); e mais impressionante do que a actuação do artista a quem as mulheres atiravam langerie para o palco (se fosse hoje os lojistas do Freeport fariam algum negócio...), foi esse Outlet em Alcochete ter trazido vários artistas nacionais e internacionais para actuarem na abertura do empreendimento...
Free, indeed.

11 de dezembro de 2008

Esmurre Deputados Absentistas



Se isto fosse noutro país da Europa Ocidental em vez de na AR de Portugal, se isto fosse com homens de cojones, estes "politicuzinhos" não ficavam impunes...

26 de julho de 2008

"Sou Polícia, Chamem a Polícia"

Toda a gente sabe o estado lastimável em que se encontra a Justiça em Portugal; desacreditada, demorada, desleixada, sem meios nem fundos, enfim, sem prestígio.
O mesmo pode ser dito dos seus "acessórios" - tribunais, magistrados e agentes da autoridade.

Sem entrar em pormenores grosseiros, passou-se um caso verídico, esta semana, em que agentes da PSP justificaram chegar 25 minutos depois de terem sido chamados (a esquadra fica a 5 minutos, com trânsito), devido a terem sido chamados a outra ocorrência, não terem mais meios, entre outras queixas, que me deixaram a pensar que, coitados, o melhor é eles chamarem alguém que os possa ajudar nesses momentos de necessidade, talvez, vamos lá, a Polícia?...

Sou solidário naturalmente com as forças da ordem, conhecendo as condições em que alguns têm que trabalhar, basta ver algumas esquadras, ou saber que têm de pagar do próprio bolso muito do material de trabalho e até os uniformes...

Mas, há que ter mais brio e profissionalismo, afinal esta não é uma profissão "nine to five", de empurrar papel de hoje para amanhã ou quinze dias...

O problema é que estas forças são compostas por muitos elementos com baixa formação e mentalidade retrógrada, mais um reflexo do país que temos, onde "Serve and protect" continua a ser um estrangeirismo por traduzir para português - língua, que aliás, os mesmos agentes com quem falei, dominam bem por baixo...

Enfim, polícias que parecem saídos dos "Malucos do Riso" ou dos sketches do "Gato Fedorento", que estão mais preocupados com a sua comodidade e a auto-justificarem-se e à sua inutilidade.

"Reclame para o MAI" disse um... por certo.
Mas se fosse eu, despia a farda e procurava outra profissão.

24 de maio de 2008

Troco Comida por Gasolina...

Que mais poderá a ser dito sobre os 20 aumentos sucessivos do preço dos combustiveis fósseis em Portugal, desde o início do ano, se não perdi já a conta?

Nem vale a pena já falar em especulação, cartéis, concertação de preços, 60% do preço são impostos, dolar versus euro, lucros fabulosos das Petroliferas, encerramento dos postos mais perto das fronteiras, fuga dos condutores e das empresas para Espanha juntamente com o seu investimento e imposto, etc, etc, etc.

Enfim...
Falta talvez falar mais sobre alternativas a esses combustiveis e o passo decisivo para deixarmos de ser dependentes desses fdps todos que nos querem continuar a dizer o que consumir, como viver, etc.

Onde é que está aquele indivíduo do óleo de fritar batatas, ou o outro que inventou um carro movido a água e ninguém mais ouviu falar dele?
Este último, ao que dizem, desapareceu sem deixar rasto, juntamente com a sua fórmula de locumoção simples e barata demais; o primeiro, ainda deve estar a tentar recuperar o carro apreendido por aquela brigada boçal da GNR...
Ou então a acabar de escorrer uns rissóles.

12 de fevereiro de 2008

Bastonículos do Testiculário

Num país que, mais das vezes, parece ser de eunucos, eis que aparece um Excelentíssimo Senhor doutor Bastonário da Ordem dos Advogados, a provar que ainda existem alguns Portugueses que os têm e bem presos no sítio.
Falou bem, falou verdade, falou sem medo, falou coisas que eu apenas arranhei aqui - nao por falta de testuculário, mas por falta de tempo, de conhecimento ou de arte.

Levantaram-se imediatamente vozes de asno, que felizmente nao chegam ao céu nem passaram de zurros incomodados, dos que se acham cavalgaduras mais finas.

Zurros que, pela mesma altura, outros iam lancando suezmente em desrespeito pelas vítimas do regicídio, tentando ainda 100 anos depois justificar dois assassinatos cobardes e injustificáveis, que irónicamente, quase se voltaram a repetir, desta vez sobre o chefe de estado de Timor Leste e o 1 ministro.
Estranhamente, desta feita ninguém zurrou pelos assassinos...

7 de fevereiro de 2008

Talibanária

Quem fez o percurso que eu faço habitualmente através do T. do Paço/Pç. Comercio, no dia 1 de Fevereiro deparou-se com uma multidão comprimida que assistia ordeiramente à homenagem às víitimas Reais do regicídio, junto à esquina da Rua do Arsenal, enquanto no centro da praça, uma pequena claque desgrenhada de indivíduos "anarquistas" (dizem as "más línguas" que de um bloco partidário muito à Esquerda), muitos dos quais encapuzados, exaltavam os assassinos, tentando claramente provocar e atentar contar a decência.

Conseguiram, de facto, provocar em muita gente repulsa pela sua
estupidez e fizeram-me pensar que afinal também existem talibans
a Ocidente...
Que ainda haja pessoas que glorifiquem assassinatos políticos ou quaisquer crimes, para mais injustos e inúteis, diz muito do atraso de certa elementos que ainda falta provar que
pertencem à humanidade.

Apesar do complexo de estado (ou de regime?) que leva a um certo branqueamento e
envergonhamento oficial, D. Carlos e D. Luis Filipe não foram nem serão esquecidos.

6 de janeiro de 2008

Dia de Reis

Por falar em reis, estamos a menos de um mês do centenário do infame regícidio, o crime mais brutal contra o Estado Português e o seu representante máximo, crime odioso aliás, que não ficou por ai - atentou contra todos nós, a nossa civilização, progresso, democracia, futuro, enfim, atíngiu a própria alma do país.

Todos os Portugueses, pelo menos os que forem de bem, terão oportunidade de homenagear as vitimas do regicidio e de condenar a violencia e o fanatismo do atentado terrorista contra o chefe de estado, o seu jovem herdeiro e Portugal.

Isto nao anulará quase 100 anos de orfandade de um simbolo da nacão; mas poderá ser o "porque no te callas" português aos interesseiros faccionários que se encavalitam pelo poder.

Já agora, já é também tempo da república reconhecer as suas nódoas, que não vão desaparecer nunca, por mais que olhem para o lado e assobiem... afinal, se até a Santa Sé reconheceu e pediu perdão pelos erros da Inquisição e etc....

Como dizía o poeta (republicano arrependido, porque desiludido):

"O predomínio dissolvente dos partidos sobre as legítimas aspirações da colectividade equivale às antigas querelas da Nobreza e do Clero contra a supremacia neutralizadora da Coroa. Há uma diferença, no entanto, que é de justiça destacar. Nunca, a não ser em raras circunstâncias, as discórdias das classes privilegiadas atentaram contra a própria constituição do Estado. Órgãos robustos do mesmo, queriam expandir-se em detrimento da boa harmonia do grupo. (...)

Não sucede outro tanto com os partidos políticos - consequência da liberdade metafísica dos utopistas de (18)89. Não chegam a ser órgãos do Estado, pois não passam de elementos parasitários, mantendo-se à custa da corrupção e do favoritivismo. O poder, quando o alcançam, sequestram-no em seu benefício exclusivo, como se fosse coisa conquistada. Por intermédio dos mil tentáculos duma burocracia opressiva e inerte, nós vemo-los imporem-se na sua minoria atrevida e insaciável à colectividade escravizada. São as maravilhas do Estado napoleónico, hoje em falência estrondosa!

Setembro, 1918

(In Ao Princípio era o Verbo. Ensaios & Estudos, 2ª edição, Edições Gama, 1940, pp. 125-140)"



Bons Reis!

30 de setembro de 2007

Apelo aos Animais

Embora a madeira tenha deixado de ser a matéria prima primeira, o seguinte texto, de autor incógnito, ainda permanece actual:


Ao Viandante,

Tu que passas e ergues para mim o teu braço

Antes que me facas mal, olha-me bem

Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de Inverno

Eu sou a sombra amiga que encontras

Quando caminhas sob o sol de Agosto

E os meus frutos são a frescura apetitosa

Que te sacia a sede nos caminhos.

Eu sou a trave amiga da tua casa,

A tábua da tua mesa,

A cama em que descansas e o lenho do teu banco

Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,

A madeira do teu berço e do teu próprio caixão

Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza

Tu que passas, olham-me bem… e não me faças mal.

A Árvore

16 de setembro de 2007

Especulando sobre a Especulação

Ultimamente, tenho ouvido muita gente com ares doutorais, criticar não só os muitos anónimos que especulam incontrolavelmente, como também os próprios “especialistas” forenses e afins, que têm dado o seu parecer nos meios de comunicação, sobre o caso do desaparecimento de Madeleine McCann.

Censuram especialmente aqueles que tiram conclusões precipitadas e que não respeitam a devida “presunção de inocência”…

Ora, é muito bonito defender a “inocência até prova em contrário”, mas o mesmo também é válido para a PJ que tem sofrido os mais vis ataques e desconfianças, muitas vezes com motivações obscuras...
Eu próprio já me tenho questionado a propósito do desempenho da PJ, mas isto também não passa de especulação - e ninguém, NINGUÉM mesmo está imune a isso, porque é apenas da mais elementar NATUREZA HUMANA, graças ao circo mediático que foi montado, curiosamente, pelos próprios McCann…

Sendo assim, é perfeitamente lógico que as pessoas se interroguem sobre as estranhas e aparentes contradições que revolvem em volta desta lamentável história.
Os pais da criança conseguiram mesmo a proesa de desperiçar o capital de simpatia que tinham angariado inicilamente, mesmo antes de serem anunciados "arguidos"...

Não vou especular sobre o caso mais do que até aqui tem sido feito, até porque não me interessa se são ou não inocentes, deixo isso para os profissionais; porém, não hesito em os responsabilizar pelo que quer que tenha acontecido à infeliz moça; trata-se de pura negligência e isto não é especulação, é um FACTO.

A verdade, porém, na minha opinião insignificante, é que os pais da criança criaram um "monstro" mediático que foi incidindo cada vez mais neles próprios do que na própria criança desaparecida; ao não colaborar, como prometiam, com as autoridades, ao se recusarem a esclarecer as alegadas contradições e a responder a questões sobre o caso, eles próprios se colocaram "na boca do monstro" mediático, que saindo do seu controle, pode acabar por os tragar. Até que sejam cuspidos fora, o público têm concerteza o direito de os "julgar na praça pública", sendo que foram os MCs que começaram, e sendo que todos compreendemos que se trata apenas de especulação, não há caso para alarme.

Ps - Foto tirada junto a entrada de um Supermercado, na 5ª feira passada...

6 de setembro de 2007

Assim Não, Assim Sim

Temos assaltantes de Bancos e Ourivesarias que se escapam entre os dedos das autoridades, sem meios nem capacidade para dar mais que pontapés a jovens delinquentes das noites citadinas; funcionários ultrapassados e incompetentes a atenderem-nos em repartições públicas (e algumas privadas) levando o dobro do tempo e do trabalho que seria necessário, enquanto os colegas se passeiam despreocupadamente e trocam banalidades, sem pudor nem dor dos utentes que esperam horas com uma senha na mão, pensando e repensando para si que, "se estivesse no lugar daquela ou daquele indolente, tinha vergonha e já tinha atendido o dobro dos clientes, e ainda sobrava tempo para ler uns emails com piadas parvas ou ver umas fotos de amadoras depiladas"; temos um país deprimido, uma classe política frouxa, estádios a mais e às moscas, e pistas de atletismo e afins, a menos; temos muitas destas coisas deprimentes, infelizmente, e outras, demais...

Mas temos também Administradores, Doutores (dos verdadeiros - e honrados), que abdicam de mordomias para usar o dinheiro para comprar equipamento para o Hospital onde trabalham; temos uma equipa de Rugby que vai literalmente trocar galhardetes com os melhores jogadores das melhores equipas do mundo, sendo os nossos, na ascensão mais nobre que nunca da palavra "amadores", competir num Campeonato do Mundo de Pros. - nunca é demais repetilo - Profissionais.
Temos alguns bons e dignos exemplos do que melhor podemos fazer... então...
Porque é que não temos mais DISTO, e menos DAQUILO???